Acessibilidade: um caso de amor

Posted by Bruno Pulis on 30-01-2015

Stormtropper saindo da tecla S do teclado

Aos que me conhecem sabem que eu sou defensor de uma Web inclusiva e não exclusiva, por isso luto pela Acessibilidade Web no Brasil.

Por isso, este post irá tratar de forma reflexiva o assunto e mostrar que o mais importante para essa questão trata-se de consciência.

Meu interesse pelo assunto começou há um tempo, quando vi um leitor de tela ler uma página. Lembro das primeiras conversas sobre acessibilidade com as pessoas dedicadas ao assunto, foi algo fascinante.

Passei várias noites lendo e relendo textos, palestras, vídeos, e quanto mais lia, estudava e tentava entender o contexto brasileiro relacionado a acessiblidade percebi uma coisa era e sempre foi questão de consciência.

Segundo o dicionário consciência é:

Sistema de valores morais que funciona, mais ou menos integradamente, na aprovação ou desaprovação das condutas, atos e intenções próprias ou de outrem.

Seguindo o pressuposto que a nossa consciência é um conjunto de aprovação ou desaprovação de condutas, atos e intenções, devemos nos questionar acerca da acessibilidade, será que conseguimos deitar a cabeça no travesseiro depois de um longo dia de trabalho e ter uma consciência limpa com a questão da acessibilidade?

Será que nós conseguimos ficar tranquilos ao saber que excluímos o acesso a determinado grupo de pessoas que são possíveis público potencial para seu produto/serviço?

Confesso que minha consciência pesa muito, por isso a cada dia eu me apaixono mais pelo assunto.

Você pode estar se questionando: “Isso é exagero da sua parte”.
Creio que não meu caro leitor faça alguns testes simples:

  • Retire o mouse e tente navegar em algum site de preferência sites governamentais e de grandes marcas;
  • Tente navegar as escuras com o auxílio de um leitor de tela;
  • Tente através do TAB chegar a um determinado local sem um link de pular para o conteúdo determinado.

Estes três pequenos e bobos testes podem te surpreender muito.
E pelo o que eu já percebi e analizei estamos construíndo não pontes para acesso universal, mas remendos sobre remendos levando assim os espaços virtuais a serem deficientes e não inclusivos e como diria a Thaís Frota:

Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, o lugar é deficiente

Concluo que tudo na vida e questão de consciência você pode fazer ela pesar ou não, depende somente de uma pessoa: você.