Mais uma luz — o valor da vida.
Mais uma luz — o valor da vida.

Foto por Kristine Weilert em Unsplash
Hoje quero indicar uma música que o Carlos André Rodrigues Couto me mostrou. A música é a One More Light da banda Linkin Park. No vídeo, podemos ver Chester, vocalista da banda, visivelmente abalado e abatido com a morte do seu amigo pessoal, Chris Cornell que foi vocalista do Soundgarden e Audioslave.
Curiosamente, poucos meses depois Chester que sofria de depressão e problemas com alcool e drogas também nos deixa. Para os fãs do rock, uma perda irreparável, como a do Chris Cornell. Foram dois golpes duros que a vida deu no mundo.
Tradução da letra: https://www.letras.mus.br/linkin-park/one-more-light/traducao.html
Poucas são as canções que emanam sensibilidade que One More Light traz. Ela tem um tom de despedida, luto e uma beleza ímpar. Claramente é o clamor das almas cansadas buscando um consolo para o desalento do coração.
Chester em sua genialidade, discursa sobre três tópicos em toda a canção: valorização da vida, compaixão e a efemeridade da vida.
Em um mundo tão cruel, cheio de egoísmos e carente de atenção valorizar a vida é algo raro. Geralmente nós valorizamos a vida quando perdemos. Engraçado, que avaliamos isto somente na perda e não na beleza que esta contida na vida. Há um trecho da música que ele deixa bem claro, isso:
Se eles perguntam
Quem se importa se mais uma luz se apagar?
Em um céu de um milhão de estrelas
Chester, consegue transcrever uma verdade bíblica através de melodia com uma profunda reflexão sobre como nos tornamos tão egoístas e esquecemos sobre valorizar o indivíduo como um ser social.
Outro ponto que ele explora bem é a compaixão, fica claro nesse trecho:
Quem se importa se mais uma luz se apagar?
Bem, eu me importo
Vivemos de uma forma tão desordenada, mas ao mesmo tempo tão conectada com inutilidades, que o tato diversas vezes é esquecimento e enxergar além do que os olhos possam ver, pode se tornar uma tarefa árdua e totalmente sem sentido.
Quando foi a última vez que olhamos além do que as aparências e trejeitos nos dizem? É necessário ter um olhar mais profundo e deixar as superficialidades de fora.
Vivemos em uma geração que não tem prazer na profundidade, mas na sua forma rasa de viver.
Já dizia o bom livro que “a vida é como um sopro” e isso é transcrito nesses versos:
Quem se importa quando o tempo de alguém se acaba?
Se um momento é tudo que somos
Somos passageiros, passageiros
Ele compreende que a vida é breve e passa num sopro, dizemos ter todo o tempo do mundo, mas num estalar de dedos estamos nos nossos últimos dias. Quando se olha já se passaram os dias, as horas e os anos. A vida é o bem mais precioso do ser humano e desperdiçá-la é o pior dos pecados.
Chester, deixa uma mensagem ecoando no fundo de nossas almas: ame até o fim e ajude seu próximo.
Essa apresentação foi a última do Linkin Park na televisão, logo após, ocorre o fato da morte do vocalista que abalou o mundo da música.
E se você leitor(a), se encontra no mar da existência vivendo uma grande tempestade, lembre-se do mestre galileu que acordou e fez cessar a tempestade.
Repreendeu as tormentas da vida e seus amigos puderam novamente ter paz, tamanha foi a paz que se maravilharam sobre quem ele era.
E Ele somente Ele, tem o poder de silenciar as tormentas de nossas vidas. Dar sentido, significado e completude a nossa existência, que possamos ter uma vida regada de valorização, compaixão e viver de forma digna.
Na paz,
Bruno Pulis
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