Por que tanta peformance?
Enquanto escrevo, escuto Beautiful Things.
Percebi que faz bastante tempo que não paro para simplesmente escrever por aqui.
Fiquei preocupado em ajustar as coisas e esqueci completamente de fazer deste o espaço a que me propus.
E acredito que isso aconteça com todos nós: a vida é dinâmica e passa num piscar de olhos.
Estamos correndo o tempo todo, procurando ocupar nosso tempo; não temos mais espaço para o tédio ou o ócio, afinal, não podemos ser improdutivos.
O mundo e o trabalho ditam esse ritmo frenético e insuportável, mas o convite divino é o oposto.
Deus, em seu processo de criação do Universo, descrito nos primeiros capítulos de Gênesis, explicita algo importante: fomos criados para o trabalho, mas também para o descanso.
O descanso é um mandamento, não uma recomendação. Perdi as contas de quantas vezes descumpri esse mandamento em nome da “produtividade”.
Já li diversos livros sobre o tema, e todos dizem sempre a mesma coisa:
Fazer mais, otimizar e performar.
Chega a ser cômico: somos tratados como robôs, e quantas vezes, em nome dessa performance, perdemos coisas importantes?
Performance é apenas um nome chique para reconhecer que somos orgulhosos demais.
E o fato de não descansar custa caro. Senti na pele crises de ansiedade, burnout e exaustão…
Tudo em nome de um bem maior: a performance. É algo curioso, pois revela o nosso coração.
Por isso, pense diferente: aprenda a descansar.
E no sétimo dia, tendo Deus terminado a sua obra, ele descansou. Deus abençoou o sétimo dia e o declarou santo, pois nele descansou de toda a obra da criação.
Gn 2:2-3
E sempre que estiver cansado e se sentido sobrecarregado, lembre-se:
Não é o bastante estar ocupado; a questão é: ocupado com o quê?
Henry David Thoreau
SDG,
Bruno Pulis.
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