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Violentar a violência

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Violentar a violência

https://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II

Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Gl 5:17

Vivemos em tempos caóticos, onde guerras e conflitos são tidos como comuns, guerras contemporâneas cada vez mais cruéis e sem motivos, haja vista, guerra da Síria, Iraque, o terror do Boko Haran, a guerra do tráfico no Brasil.

Tantas outras que eclodem no mundo que trazem espanto e perplexidade sobre como o ser humano pode ser cruel, volta e meia ouço "como o ser humano pode ser tão cruel?", essa tendência a violência e crueldade é fruto de uma natureza totalmente corrompida e depravada.

A Bíblia nos mostra esse conceito chamado por depravação total, onde o ser humano desprovido da graça divina afundou-se nos seus delitos e pecados. Ela é remota desde os tempo de Adão e Eva, através da nossa primeira natureza que iremos chamar de natureza adâmica. Através dela herdamos a violência e caos no nosso ser.

A doutrina da depravação total é defendida por várias linhas teológicas, dentre elas, o arminianismo e o calvinismo, ambas concordam plenamente nesse ponto:

Em seu estado pecaminoso e caído, o homem não é capaz de e por si mesmo, quer seja pensar, querer ou fazer o que é, de fato, bom; mas é necessário que seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade e em todas as suas atribuições, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que seja capaz de corretamente compreender, estimar, considerar, desejar e realizar o que quer que seja verdadeiramente bom.

Jacó Armínio (2013). AS OBRAS DE ARMÍNIO.

E a Bíblia traz várias referências sobre nossa condição depravada

O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Romanos 8.7–8)

O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1 Coríntios 2.14)

Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus Rm 3:23

As duas violências

Para avançarmos devemos perceber que existem duas violências: a primeira a que cometemos conosco e a segunda que alcançamos a outrém.

A segunda é fruto da primeira, são conectadas. Todo nosso impulso maligno e violento não deve ser transferido para o Diabo ou as pessoas, vale lembrar que somos maus perante os olhos do Deus justo e santo que somente através do sacrifício de Cristo temos acesso ao Regente do Universo.

Nossa violência é culpa inteiramente nossa, não a desculpas de culpar alguém por nossos atos, se culpássemos seriamos nós mesmos. Como regenerados pelo o Espírito devemos ser mais violentos do que nossos impulsos, Jesus disse uma vez:

Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é tomado à força e são os violentos que o conquistam.
Mateus 11:12

Nossa violência e revolta deve ser com o pecado que nos assola, que seduz e engana nosso coração.

Não contra pessoas, ou ideologias espalhadas por nossos dias pós-modernos, temos a tendência (por causa da natureza adâmica) de inverter o alvo da violência, é necessário sermos violentos contra nos mesmos e compreender que o "miserável homem que sou, quem me escapará da ira vindoura?" se faz atual sempre.

Em tempo, estamos em guerra, devemos ser sóbrios e vigilantes numa guerra não se brinca em sua posição ou é a caça ou caçador, logo não há atalhos para isso é violentar essa violência corrupta e maligna que vive em nós.

Soli Deo Gloria,
@brunopulis

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