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Pílulas de conhecimento rápidas

8 Princípios da Qualidade de Software

🔆 Conceito

O modelo de qualidade é a base de um sistema de avaliação da qualidade do produto. O modelo de qualidade determina quais características de qualidade serão levadas em consideração ao avaliar as propriedades de um produto de software.

Foi definido na ISO/IEC 25010 compreende as oito características de qualidade mostradas abaixo:

Adequação funcional

Representa o grau em que um produto ou sistema fornece funções que atendem às necessidades declaradas e implícitas quando usado sob condições especificadas.

  • completude funcional;
  • correção funcional;
  • adequação funcional.

Eficiência de desempenho

Representa o desempenho em relação à quantidade de recursos usados nas condições estabelecidas. Possui as seguinte subcaracterísticas:

  • Comportamento temporal;
  • Utilização de recursos;
  • Capacidade.

Compatibilidade

Representa a forma de como um produto, sistema ou componente pode trocar informações com outros produtos, sistemas ou componentes e/ou executar suas funções necessárias. Possui as seguinte sub características:

  • Coexistência;
  • Interoperabilidade.

Usabilidade

Representa como os usuários utilizam o produto para atingir objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação. Possui as seguinte subcaracterísticas:

  • Reconhecimento de adequação;
  • Aprendizagem;
  • Operabilidade;
  • Proteção contra erros do usuário;
  • Estética da interface do usuário;
  • Acessibilidade.

Confiabilidade

Representa como um produto ou componente executa funções especificadas sob condições especificadas por um período de tempo especificado. Possui as seguinte subcaracterísticas:

  • Maturidade;
  • Disponibilidade;
  • Tolerância a falhas;
  • Recuperabilidade.

Segurança

Representa como o sistema protege informações e dados para que pessoas ou outros produtos ou sistemas tenham o grau de acesso aos dados apropriado aos seus tipos e níveis de autorização. Possui as seguinte subcaracterísticas:

  • Confidencialidade – grau em que um produto ou sistema garante que os dados sejam acessíveis apenas para aqueles autorizados a ter acesso.
  • Integridade – grau em que um sistema, produto ou componente impede o acesso não autorizado ou modificação de programas de computador ou dados.
  • Não-repúdio – grau em que ações ou eventos podem ser comprovados como tendo ocorrido de forma que os eventos ou ações não possam ser repudiados posteriormente.
  • Responsabilidade – o grau em que as ações de uma entidade podem ser atribuídas exclusivamente à entidade.
  • Autenticidade – grau em que a identidade de um sujeito ou recurso pode ser comprovada como reivindicada.

Capacidade de Manutenção

Representa o grau de eficácia e eficiência com que um produto ou sistema pode ser modificado para melhorá-lo. Possui as seguinte subcaracterísticas:

  • Modularidade;
  • Reutilização;
  • Analisabilidade;
  • Modificabilidade;
  • Testabilidade.

Portabilidade

Representa a eficácia e eficiência com que um sistema, produto ou componente pode ser transferido de um hardware, software ou outro ambiente operacional ou de uso para outro. Possui as seguinte subcaracterísticas:

  • Adaptabilidade;
  • Instalabilidade;
  • Capacidade de substituição.

Conheça os 3 níveis de conformidade

Introdução

No drops anterior comentei sobre os princípios da acessibilidade web. Dessa vez, iremos falar sobre os níveis de conformidade.

Se você já realizou algum teste de acessibilidade com certeza encontrou os níveis de conformidade. Confesso que no meu primeiro contato com eles, fiquei sem entender, pois não são nada intuitivos.

Os níveis de conformidade são divididos em três categorias:

  • Nível A;
  • Nível AA:
  • Nível AAA

Nível A

Representa barreiras mais significativas de acessibilidade.

Exemplos do nível A:

Nível AA (duplo A)

Contempla maior numero de usuários e garante acesso à maioria dos conteúdos.

Exemplos do nível AA:

Nível AAA (triplo A)

Engloba as anteriores, são mais específicas e complexas.

Exemplos do nível AAA:

Iniciando em acessibilidade

Antes de aprofundar em ferramentas e recomendações é necessário entendermos os princípios. Eles regem todas as outras coisas que virão ao longo do tempo.

Existem quatro princípios, são conhecidos pelo acrônimo POUR, a sigla está em inglês, porém, irei usar em português.

🎉 Perceptível

O usuário pode identificar o conteúdo e os elementos da interface por meio dos sentidos (tato, audição, visão, fala).

Veja exemplos do princípio “Perceptível”:

  • Um vídeo de um meme super engraçado, caso esteja sem legenda fica inacessível para usuários surdos ou com deficiência auditiva;
  • As informações de contato de um site com um contraste insuficiente;

🎉 Operável

Um usuário pode usar com sucesso controles, botões, navegação, clicando, tocando, deslizando ou identificando por voz, exemplos:

  • Menu de navegação que contém um submenu sendo exibido via mouse. Ao receber foco com o teclado o submenu não é exibido;
  • Pesquisa de um site ser ativada por controle de voz.

🎉 Compreensível

Os usuários devem ser capazes de compreender o conteúdo, aprender e lembrar como usar a interface, exemplos:

  • Navegação inconsistente entre páginas. Se cada página o usuário precisar reaprender a navegação, como ele poderá navegar no site?
  • formulários que não informam o usuário quando acontece um erro de entrada de dados, como o usuário poderá corrigi-los?
  • um site técnico utiliza inúmeras abreviações, acrônimos e jargões. Se eles nunca são definidos, como os usuários com deficiência (e outros) podem entender o conteúdo?

🎉 Robusto

Produtos digitais desenvolvidos nos padrões e usando tecnologias apropriadas, exemplos:

  • um site que requer uma versão específica de um navegador para ser usado. Se o usuário não usa versão fica impossibilitado de consumir o conteúdo;
  • um formato de documento está inacessível para um leitor de tela em um sistema operacional específico.

🏁 Conclusão

Os princípios do POUR foram desenvolvidos para descrever a acessibilidade da Web, mas podem ser aplicados a praticamente qualquer questão de acessibilidade.

Os fornecedores de tecnologia devem garantir que todos os usuários possam perceber, operar e entender sua tecnologia, e seja robusta o suficiente para funcionar em um espectro de tecnologias, incluindo a tecnologia assistiva.

Font awesome do jeito certo

Ícones do Font Awesome 5.

O Font Awesome, talvez seja a biblioteca de ícones mais famosa do mundo. Ele facilita o desenvolvimento e contribui para dar uma consistência visual, porém, a marcação no HTML dele em sua grande maioria está incorreta.

Neste artigo, irei mostrar outra abordagem para utilizarmos o Font Awesome.

Como usamos

Após realizado o download da biblioteca e incluído ela em nossos assets,

Geralmente usamos o Font Awesome assim em nossos projetos:

<i class="fas fa-camera"></i>

Semanticamente a marcação está incorreta, a especificação da tag i, diz:

O elemento HTML <i> representa uma parte do texto que é destacada do restante por algum motivo, por exemplo, termos técnicos, expressões de outros idiomas ou pensamentos de personagens fictícios. Normalmente, é apresentado com o uso do tipo “itálico”.

Fonte: MDN

Do jeito certo

A forma semântica é usando a tag <span>, atrelada a um atributo aria o aria-hidden=true. Dessa forma o elemento fica “oculto” para tecnologias assistivas, como um leitor de telas.

<span class="fas fa-camera" aria-hidden="true"></span>

Conhecendo o Accessible Colors

O que é?

Uma ferramenta que avalia as combinações de cores usando as recomendações de contraste da WCAG 2.0

Como usar?

  • insira a cor usada no texto, seu tamanho e peso da fonte;
  • insira a cor de fundo;
  • selecione o nível de conformidade, recomendo manter o AA.

Resultados

A ferramenta valida o contraste de acordo com a recomendação da WCAG, caso não esteja em conformidade, exibe duas opções para correção:

  • corrigir a cor do texto;
  • corrigir a de fundo.

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