QA de acessibilidade: cotidiano e curiosidades

Testes de acessibilidade são parte integrante da disciplina de qualidade de software.

Entretanto, a forma de atuação e ferramentas são bem diferentes dos outros perfis de testes.

Neste artigo, irei mostrar os desafios, oportunidades e curiosidades que enfrentamos todos os dias.

Além disso, vou dar algumas dicas bônus, vamos lá?


Quais as diferenças de um QA de acessibilidade?

Nós QA’s de acessibilidade temos algumas diferenças em comparação com outros QA’s. Irei listar algumas importantes.

Base de conhecimento

Diferentemente de outros analistas de qualidade, nós devemos conhecer muito bem as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdos na Web, ou WCAG.

Podemos também ter conhecimentos da CTFL, entretanto, o conhecimento especifico é muito mais valioso nesse aspecto.

Tecnologias especificas

Outro ponto importante são as tecnologias que envolvem nosso trabalho. Devemos ter um bom conhecimento de tecnologias assistivas, como por exemplo, o leitor de telas.

Outras tecnologias assistivas são importantes, todavia, o leitor de telas é mais utilizado devido a sua abrangência.

Como é nossa rotina?

Geralmente um QA de acessibilidade atua de forma cross. Ele não fica fixo em um única squad, assim, ele pode contribuir em contextos diferentes, mas sempre focado em garantir o acesso a todas as pessoas.

Como validamos acessibilidade?

Foto de Athena

Para validarmos acessibilidade usamos a WCAG , um documento da W3C, que contém as diretrizes de acessibilidade. Nossos testes são baseados em:

  • testes exploratórios;
  • testes manuais;
  • testes semi automatizados;
  • testes automatizados.

Os testes manuais são realizados com o auxílio de leitores de telas. Usavamos três leitores distintos:

  • NVDA: para testar páginas web;
  • Talkback para dispositivos Android;
  • VoiceOver para dispositivos iOS.

Formas de validação

Cada leitor de tela disponibiliza uma série de alternativas de navegação. As mais comuns são:

  • navegação por palavras;
  • navegação por TAB e gestos;
  • navegação por setas e gestos;
  • navegação por teclas e gestos de atalhos.

Vale uma ressalva para os testes automatizados, eles contribuem em cerca de 57% para previnir possíveis inconsistências de acessibilidade. Esse número é resultado de uma pesquisa da Deque Systems.

Existem diversas possibilidades de automação em testes de acessibilidade. Este é um outro tema que prometo surgir por aqui.

Habilidades são necessárias

Como um QA de acessibilidade, alguns pontos valem a pena ser destacados como:

  • boa comunicação verbal e escrita;
  • ser preciso;
  • entender os conceitos de agilidade;
  • ter flexibilidade;
  • conhecer sobre tecnologias assistivas;
  • uma noção de tecnologias web (HTML, CSS e JS).

Curiosidades

Essas características nos auxiliam e deixam nosso trabalho mais tranquilo em relação ao time que trabalhamos.

Existem algumas curiosidades bem interessantes sobre nossa atuação e como lidamos com os problemas do cotidiano:

  • trabalhamos em dupla;
  • utilizamos a todo tempo, tecnologias assistivas (leitores de tela);
  • realizamos testes de contraste;
  • o reporte de bugs de acessibilidade é um pouco diferente;
  • validamos a estrutura do HTML.

Outro fato legal, a acessibilidade é considerada desde a concepção do design. Isso contribui consideravelmente para nosso trabalho.

Bônus: Testes automatizados

Conclusão

Ser um QA de acessibilidade é olhar de uma forma mais humana e contribuir com o acesso igualitário para todas as pessoas, independente de sua deficiência.

E sair de uma zona de conforto e se importar pelo outro, talvez seja por isso que a acessibilidade me encanta tanto.

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