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A teologia por trás do Pokémon Go

Publicado em: por Bruno Pulis 4 min de leitura

“Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas. — Albert Einstein”

Confesso que não ia escrever sobre o assunto, até porque várias pessoas o tem feito e pensei que minha opinião seria mais uma em meio ao ecoar de muitas vozes emitidas.

Venho, logo no início, salientar que esse artigo não é um prol da demonização do jogo e seus jogadores, pelo contrário é uma análise do comportamento das pessoas em relação à interação que o jogo propõe.

Breve histórico

A produtora do game, a Niantic criou um jogo parecido o Ingress lançado em 2012, o objetivo do game era conquistar portais da sua cidade, os mesmos são monumentos históricos, peças de artes, pontos turísticos, etc.

Pokémon Go, lançado em 2016, tem a mesma ótica, porém tem um quê a mais: a nostalgia de uma geração que era fanática pelo anime japonês.

Aliando tecnologia e nostalgia e jogo virou uma febre mundial, mas faltava um povo para ser contemplado, os brasileiros.

Reações sobre o jogo

Eu instalei e joguei, realmente é um jogo bastante interativo, atrativo e viciante. O grande problema que tive foi meu celular que travava várias vezes e acabei deletando ele. A Niantic precisa dar uns upgrades em questões de desempenho nele, pois consome muita bateria do aparelho.

Após ser lançado no Brasil, iniciou-se uma teoria conspiratória sobre o jogo que era demoníaco que os usuários não deveriam jogar. Creio que foi a pauta de muitos púlpitos e círculos teológicos pelo Brasil afora.

Me espanta que muitos estão tão preocupados com o jogo e tanta ênfase nisso.
Pensei na hora que ouvi isso: “Sério que pessoas estão discutindo isso?”


Prós do Jogo

Alívio

Pelo mais cômico que possa parecer, ele tem ajudado pessoas que sofrem de depressão, autismo e até câncer aliviar um pouco da sua dor através da interatividade que ele propõe.

Partindo do pressuposto que o jogo realmente é do, coisa ruim, ele iria querer promover alguma coisa boa para pessoas com problemas?

Ou iria querer colocar elas mais, no fundo do poço? Essa é a pergunta que paira no ar.

Contras do Jogo

Excesso

Tenho visto diversas pessoas como a imagem inicial do post, curvadas aos seus aparelhos, a pauta das conversas dos bares, almoços e até ambiente do trabalho gira em torno do jogo, fato que ele é bem popular.

Vale lembrar tudo em excesso não é bom.

Motivação

Não tem importância jogar, mas qual a motivação do coração ao jogar?
O porquê de jogar?

Conclusão

O pano de fundo contado dessa história é teológico, pois o jogo proporciona trabalho em equipe, aceitação sem nenhum pressuposto e interação com a comunidade.

Lembra um pouco do que Jesus fez por aqui, não é? A lição que retiro se baseia em um versículo do livro de Eclesiastes:

Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?
Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo?
Eclesiastes 7:16,17

O que eu aprendo com tudo isto? A ter equilíbrio na vida e compreender que a tempo para tudo e não devemos viver nessa loucura desenfreada que a vida, o trabalho, a sociedade, as pessoas, as pressões nos impõem.

Que vivamos uma vida em equilíbrio sabendo que o Autor da vida nos chamou para viver em comunhão uns com os outros.

Me atrevo a deixar um conselho para você, meu caro leitor, gaste tempo com pessoas e use as coisas. Não perca seu tempo, dizendo que nunca tem tempo. Faça da coisa principal a coisa principal.

Ficando por aqui,
Bruno Pulis.

Bruno Pulis

Sobre Bruno Pulis

Engenheiro de software, focado em experiências inclusivas, teólogo, pensador e minimalista digital.

Sobre Bruno Pulis

Apaixonado por escrita reflexiva, conexões significativas e pela construção de uma internet mais humana. Este é o meu cantinho na internet, onde compartilho ideias, experiências e descobertas.

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