João, o Evangelista
João, o Evangelista
João, filho de Zebedeu e Salomé, foi o discípulo mais novo dos doze. Juntamente com seu irmão Tiago, foi convidado a peregrinar com Jesus no seu ministério terreno. Ambos eram pescadores (Mt 4.21). João Batista o apresentou a Jesus (Jo 1.35–39), que o chamou para ser apóstolo (Mc 1.19–20).
Os discípulos mais próximos de Jesus
Era do grupo mais íntimo de Jesus (Mc 5.37; Mt 17.1; 26.37). Ele e Tiago são chamados de BOANERGES ou filhos do trovão. Foi ele o único discípulo que permaneceu perto da cruz (Jo 19.26–27) e o primeiro a crer na ressurreição de Cristo (Jo 20.1–10).
Autor do último evangelho e escritor das cartas de I, II, III João e Apocalipse, em sua grande maioria o discípulo João aparece juntamente com Pedro e Tiago, mostrando a afinidade entre eles. Um episódio marcante dessa afinidade é a passagem do Monte da transfiguração, onde Jesus chama os três para vigiar juntamente com ele.
Jesus considerava João como o “discípulo amado”. Um fato interessante sobre a vida de João é que ele foi o único dos 12 apóstolos a ter uma morte natural, sem conhecer o martírio.
Arqueólogos encontraram no Egito fragmentos de um papiro, em grego, que pertence ao Evangelho de João. A maior parte do Evangelho relata a vida de Jesus.
Um traço marcante no evangelho de João é o esforço do autor em demonstrar a natureza divina de Cristo, diversas vezes expressando que Jesus era o “filho de Deus”, a encarnação do Deus vivo. O tom apaixonante que o Evangelho traz é cativante e traz uma perspectiva totalmente diferente de Cristo.
Seu evangelho foi escrito na cidade de Éfeso, onde ficou por bastante tempo e tinha uma reputação louvável perante a igreja e a sociedade local.
Durante o governo de Domiciano foi exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse — ou Revelação — o último livro da Bíblia, onde narrou as suas visões e descreveu mistérios, predizendo as tribulações da Igreja e o seu triunfo final.
Veio a falecer de morte natural no exílio da ilha de Patmos.

Sobre Bruno Pulis
Engenheiro de software, focado em experiências inclusivas, teólogo, pensador e minimalista digital.
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