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O zelo a pregação

Publicado em: por Bruno Pulis 3 min de leitura

O zelo a pregação

De uns tempos pra cá venho lendo bons livros e materiais relacionados a cristianismo Reformada que me fizeram argumentar alguns posicionamentos do pitoresco meio evangélico brasileiro.

Uma das coisas que tenho me atentado é sobre o púlpito ou a exposição das Escrituras, de fato, é a posição mais perigosa Spurgeon já nos alertava sobre:

Se há lugar debaixo dos altos céus mais santo que os outros, esse lugar é o púlpito do qual se prega o evangelho. […] Ao subir ali, todo homem deveria tirar os sapatos, pois pisa em terreno santo.

Particularmente, me entristece na igreja moderna a desvalorização na reunião pública ao ensino das escrituras, me irrita profundamente pregadores as velhas frases “não vou demorar”, “rapidinho já termino”. Parece ser mais uma obrigação social do que o momento mais sério da reunião.

Caro leitor, o momento ápice no culto é a pregação da palavra e exposição das benfetorias de Deus para com seu povo, através dele sua vida é transformada, ninguém se transforma com ondas de louvores extravagantes, adoração radical e loucuras por Cristo.

Conheço muitas pessoas que almejam pregar mas não se preparam para tal ofício, se pegarmos exemplos vamos ver uma vida inteira de preparo para isso. Torna-se perigoso alguém despreparado para ensinar verdades espirituais, sem contar com possíveis erros teológicos que podem (e acontecem) ao longo do discurso.

Paulo alerta a Timóteo em uma das suas cartas ele a:

Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos,
e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.

Precisamos em tempos caóticos como o nosso o ensino fiel das Escrituras e não recursos tecnológicos, psicologias baratas, misticismo religioso, técnicas de oratória e como cativar seu público.

Tudo isso passa de artifício para desvalorizar o primordial a Santa Escritura, ao pregar entenda que és um instrumento na mão do Maestro, púlpito não é lugar de dar indiretas ou promover vingança pessoal, mas mostrar misericórdia e juízo aos pecadores carentes da Glória de Deus.

O maior exemplo foi o de Jesus, ele não precisava de uma música de fundo melancólica para conduzir as pessoas emocionalmente ao “arrependimento”, não utilizou técnicas de oratória ou como cativar seu público, o que Cristo tinha diferentemente de nós era unção, seriedade e estudo teológico.

Por isso ore pedindo capacitação, escolha uma instituição de ensino teológico séria e competente e se prepare para trilhar um caminho glorioso.

Soli Deo Gloria,
Bruno Pulis.

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Sobre Bruno Pulis

Engenheiro de software, focado em experiências inclusivas, teólogo, pensador e minimalista digital.

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