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Ser gentil é ser punk rock

Publicado em: por Bruno Pulis 2 min de leitura

Na segunda-feira assisti o novo Superman e talvez esse seja um dos filmes de super-heróis, mais humanos que já vi.

Prometo que não darei nenhum spoiler.

O filme me fez pensar sobre uma palavra da moda, a empatia.

Segundo o Léxico da língua portuguesa, empatia é:

  1. Capacidade de entender emocionalmente uma pessoa ou objeto;
  2. Habilidade de identificação emocional com outra pessoa;

Por um instante, me questionei os motivos por trabalhar com acessibilidade. E encontrei 4 motivos que quero compartilhar com vocês.

1. Aprender a ouvir

Após quatro anos, você começa a aprender a sutil diferença entre escutar e ouvir. Ouvir ultrapassa emprestar seus ouvidos, é um ato consciente.

Lembro de situações que foi preciso exercitar essa habilidade que não é fácil, mas o tempo é o maior mestre de todos.

2. Ser prático e assertivo

Convivendo com pessoas com deficiência, você aprende a ser prático. Minha forma de pensar em treinamentos e conteúdos mudou completamente.

Isso melhorou minha capacidade de sintetizar conteúdo, procuro ir para caminhos objetivos. Dei vários treinamentos onde melhoria minhas habilidades.

Hoje penso duas vezes como representar um conceito visual, sempre me pergunto:

  • Existe uma forma mais simples?
  • Consigo exemplificar com analogias?
  • Pode descrever de forma clara?

3. Ter faro para descobrir talentos

Durante alguns treinamentos, conhecemos as pessoas. Em todo treinamento existem dois tipos de pessoas: as falantes e as caladas.

Dizem por aí, que as pessoas caladas tem mentes barulhentas. Posso afirmar que isso é verdade.

Percebi que muitos que eram calados, eram super atentos e estudiosos. E evoluíram rapidamente.

Então, não julgue o livro pelo capa.

Seja gentil

A gentileza, palavra pequena, porém, poderosa. Diversas vezes tive que:

  • Chamar atenção em dailies para as pessoas descreverem o kanban;
  • Ser o chato que pedia descrição de imagens;
  • Ser enérgico quando necessário.

Perdi as contas quantas vezes precisei descrever imagens, telas. E situações inusitadas como descobrir se um cartão era da pessoa.

Ao longo da caminhada aprendi ser mais humano, me colocar no lugar do outro.

E várias vezes, ajudar sem querer nada em troca.

Então, quando olho para trás percebo que valeu a pena.

Afinal, ser gentil é punk rock.

Te vejo semana que vem.

Soli Deo Gloria,
Bruno Pulis.

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Sobre Bruno Pulis

Engenheiro de software, focado em experiências inclusivas, teólogo, pensador e minimalista digital.

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