Saia da frente, telefone: Semana 4
Finalmente cheguei ao fim do desafio!
E nesse artigo, vou trazer algumas percepções mais profundas do que percebi do meu uso de celular.
Para acompanhar toda a saga recomendo, ler todos os artigos anteriores:
Estou me adaptando a rotina de ser pai, percebo que preciso de ter mais disposição e poder ajudar de forma mais efetiva dentro de casa. O bom é que temos uma rede de apoio boa e isso ajuda bastante.
Por conta da adaptação da nova realidade, eu confesso que abusei muito do uso do celular.
Principalmente nos dias que tive que ficar no hospital durante o dia.
Esqueci que poderia levar um livro ou algum dispositivo fisíco para distrair a mente, mesmo que levasse minha atenção estava limitada a minha esposa e filha.
Alguns dias eu desabilitei os marcadores de uso no celular, me sabotei porque queria um pouco mais de dopamina barata.
Comparativo das semanas
Fazendo um comparativo das semanas constatei que:
| Semana | Uso semanal | Média diária |
|---|---|---|
| Semana 1 | 1d, 21h | 6h 30m |
| Semana 2 | 1d, 13h | 5h 22m |
| Semana 3 | 2d, 02h | 7h 15m |
| Semana 4 | 2d, 12h | 8h 40m |
Exagerei bastante no uso na semana do nascimento da Elisa e depois, não que seja desculpa.
Mas foi descuido da minha parte.
Isso só me prova o quanto estou viciado em algo que deveria ser um apetite controlado.
O problema do vício inocente é esse, não notamos quando se torna um problema.
Gráfico do resultado do experimento
Usei o Claude, para criar um gráfico que ilustrasse para mim esse dados em formato visual.
O resultado foi interessante e está representado abaixo:
Conclusão
Notei que não preciso só de boa vontade, mas de método para controlar esses impulsos de dopamina barata.
Essa semana, vou experimentar algo que descobri no Instagram do psicológo Lucas Rocha um método chamado GAS, que é a sigla de Goal Attainment Scaling.
Basicamente, ele tem uma forma de calcular de forma quantitativa seus hábitos e trazer o que você pode fazer para mudar.
Para mim, trabalhar com o digital e ficar imerso nesse mundo virtual, tem se tornado nocivo. Quero voltar a fazer atividades que amava, como:
- Ler;
- Tocar violão;
- Jogar videogame.
O que posso te dizer desse experimento é que estamos muito mais viciados do que imaginamos.
Devemos tomar cuidado para ferramentas não se tornarem pequenos deuses em nossas vidas.
O bezerro de ouro hoje cabe no bolso.
Fugi da idolatria.
SDG,
Pulis.

Sobre Bruno Pulis
Engenheiro de software, focado em experiências inclusivas, teólogo, pensador e minimalista digital.
Sobre Bruno Pulis
Apaixonado por escrita reflexiva, conexões significativas e pela construção de uma internet mais humana. Este é o meu cantinho na internet, onde compartilho ideias, experiências e descobertas.
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